ZONA NORTE

Moradores reclamam de quedas constantes de energia no Jardim dos Buritis, em Rio Preto

Oscilações de energia tem prejudicado principalmente moradores que trabalham em home office

por Gabriel Vital
Publicado em 29/11/2021 às 15:19Atualizado em 29/11/2021 às 17:38
Rodolfo trocou o motor do portão eletrônico depois que o antigo queimou (Guilherme Baffi 29/11/2021)
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Rodolfo trocou o motor do portão eletrônico depois que o antigo queimou (Guilherme Baffi 29/11/2021)
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Moradores do bairro Jardim dos Buritis, em Rio Preto, estão sofrendo com constantes quedas de energia. O bairro, que fica no extremo norte da cidade, é abastecido pela Cooperativa de Eletrificação e Desenvolvimento da Região de São José do Rio Preto (CERRP).

Pelo menos dez moradores procuraram o Diário nesta segunda-feira, 29, para relatar o problema. Eles afirmam que, além de as quedas serem constantes, já houve situações em que a energia demorou cinco horas para ser restabelecida. O problema tem prejudicado moradores que dependem da energia elétrica para trabalhar e irritado aqueles que perderam equipamentos elétricos devido às oscilações.

O arquiteto de software Rodolfo Rodrigo Menardi diz que o motor do portão eletrônico queimou, o que ele atribui às constantes quedas de energia. O conserto ficaria em R$ 300, mas ele optou por trocar o equipamento. "Só hoje, a energia já acabou e voltou três vezes", contou, por volta das 14h.

Rodolfo trabalha em home office e decidiu comprar um nobreak por R$ 800 para driblar as oscilações de energia. O equipamento regula a voltagem da corrente elétrica que chega aos aparelhos ligados a ele e mantém os dispositivos ligados por um tempo em caso de queda de energia, já que é equipado com uma bateria. "Eu tive condição de comprar um nobreak para segurar pequenas quedas e oscilações e continuar trabalhando, apesar de muitas vezes não ser o suficiente. Pela energia acabar e demorar tanto para voltar, o nobreak também descarrega", explica.

O analista jurídico Bruno Henrique Bueno Minucelli, que também trabalha em home office, reclama da dificuldade de falar com a empresa responsável pelo abastecimento de energia. Nesta segunda, ele diz que ficou 35 minutos aguardando para ser atendido no telefone. "Estou roteando meu 4G do celular para poder trabalhar e ver até onde dura a bateria do notebook", diz.

A professora Caroline Maiolini, que é coordenadora de uma escola de inglês, trabalha de forma 100% online e se sente prejudicada pela falta de energia no bairro. "Estava no meio da minha aula quando aconteceu a primeira queda. Voltou em alguns minutos. No entanto, quando estava me desculpando com minha aluna, caiu novamente. E não voltou mais", relata.

A reportagem procurou a CERRP por telefone e e-mail, mas ainda não obteve uma resposta. Este conteúdo poderá ser atualizado para incluir o posicionamento da empresa.